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Claramente ASPERGER!

BATI... BATI... BATI COM A CABEÇA!

Bati com a cabeça. Bati! Bati! Bati!

Não tenho orgulho nem deixo de ter no que fiz.
Não me vou justificar, não me vou martirizar, mas também não me vou culpar por tê-lo feito.

 

 

Não bati com a cabeça por ter descoberto ser Asperger...
Mas talvez tenha batido com a cabeça por ter descoberto que sou Asperger.

Tudo se interliga. Tudo pertence à mesma teia de emoções.

Sempre soube que era um pouco obsessiva e ansiosa. Condições que cresceram comigo e com os quais aprendi a lidar.

Quando descobri ser Autista estas perturbações ganharam proporções tremendas.
A obsessão tornou-se uma constante e juntamente com a ansiedade fizeram-me atingir picos de um sofrimento atroz.


Precisei de fazer algo para controlar esse sofrimento que já não cabia dentro de mim.

Queria deixar de pensar, deixar de sentir... Estava a enlouquecer!
Procurei ajuda.


A minha família esteve lá sempre, não me abandonou nunca. Foi mesmo o meu garante, a minha força. Mas para acalmar o monstro que crescia em mim, precisava da ajuda de pessoas específicas.

Nessa altura gritei por SOCORRO!
Não uma nem duas vezes. Gritei várias vezes por socorro e de várias maneiras. Queria desesperadamente sair do estado em que me encontrava.
O meu grito de SOCORRO teve a forma de Mail, SMS e foi mesmo transmitido em conversa cara a cara. Não foi nunca levado a sério!

 

Gritei por SOCORRO, mas o meu grito foi ignorado!

BATI E BATI COM A CABEÇA NA PAREDE!

Não foi bom nem mau, mas acalmou a dor interior.

 

Bati não para partir a cabeça, não para me magoar, simplesmente porque não havia espaço suficiente dentro de mim para tanta dor.

Todas as minhas investidas tinham sido em vão e apenas esta dependia inteiramente de mim. Não estava à mercê do julgamento de ninguém, nem da vontade de alguém em me apoiar. Era eu a tentar resolver este meu problema que já não cabia em mim.

Cheguei também a agarrar no carro e guiei o mais rápido que pude. Imaginei muitas vezes, que surgia um muro à minha frente que me iria tirar a dor que não havia meio de sair.

Nunca pensei que queria morrer... Nunca pensei em me matar. Mas julgo ter ficado a compreender, talvez uma ínfima parte, daquilo que sente quem o faz.

A dor toma conta de tudo.

O pedido de socorro não é atendido. 

As pessoas não querem ver. Não perdem muito tempo com o outro.

Mas sofrimento é real e cresce... cresce... Cresce até que algo o faça parar.

 

Eu bati com a cabeça na parede. Outros cortam, mordem, queimam o próprio corpo.

No fim da linha há aqueles que cometem suicídio!

 

Claramente ASPERGER! Pessoalíssimo

 

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