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Claramente ASPERGER!

CLARAMENTE... A TERAPIA É O CAMINHO! #8

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Hoje quando acordei, percebi que era um dia perdido!...

 

São tantas as coisas que tenho para partilhar e perguntar, que não quero que escapem por nada!

Não quero que fique nem um minúsculo e insignificante pensamento guardado. Quero arrancar tudo cá de dentro!

 
Mas acordei, com este monstro horroroso a consumir-me.
A ansiedade ocupa todo o meu corpo e a cabeça não se consegue focar.
 
Quero tanto arrumar as ideias antes da terapia!
Já sei como funciono... ou como não funciono, nestes momentos de maior ansiedade.
Não sei de nada, não me lembro de nada. A memória simplesmente, apaga-se. 
Sou capaz de me esquecer das coisas mais importantes e mais obvias. E isso deixa-me completamente frustrada.  
 
Preciso de relaxar, meu Deus, preciso de acabar com este sufoco. Estou tão farta disto!

 

 

Pode ser que no meu casulo, onde estou só eu sem ruídos externos sem mais nada nem ninguém, consiga assentar ideias.
Preciso imenso de estar sozinha. Eu, só comigo!
 
Vou dar uma volta de carro!!
 
Finalmente!
Não acredito que chegou a hora da sessão. 
Oiço música enquanto espero para me abstrair e fecho os olhos para não entrar mais informação.
Mesmo com fones e com os olhos fechados não me consigo alhear... continuo sempre alerta.
Passos, movimentos, vozes. Tudo me faz estar ali. 
 
A consulta ainda não começou e já estou... exausta!
 
O som dos passos não me engana.
O coração dispara!
A cabeça não se cala: Não te esqueças de nada! Não te esqueças de nada!
Vou entrar!
 
Neste espaço sinto-me protegida e a terapeuta transmite-me segurança.
Aqui encontro paz e consigo, finalmente, respirar fundo e relaxar. 
 
É tão bom este momento de entrega e de compreensão em que não tenho medo de dizer alguma coisa que possa magoar.
Em que sou eu. Crua, sem rodeios.
Em que falo como nunca e digo tudo. Todas as minhas verdades e dúvidas, guardadas durante tanto tempo!... 
Agora posso! Agora sei que não vou ser criticada, julgada nem mal interpretada!
 
E depois aprendo!
Aprendo coisas básicas talvez, mas que para mim não são nada básicas. 
 
Aprendo que não sou obrigada a olhar nos olhos se não me sinto confortável. Que não há problema de não ter assunto e ficar calada.
Percebo que a irritação que sinto frequentemente, tem explicação!
Irrita-me, por exemplo, qualquer mudança no que estipulei que iria ser o meu dia ou então, se me dizem para começar uma coisa antes de acabar outra.
Aprendo a conhecer os meus limites. E aprendo que o facto de os ultrapassar pode ter efeitos adversos em mim.
Aprendo a lidar com os outros e a não me obrigar a fazer coisas com as quais não me sinto confortável. 
 
É como se estivesse na escola a prender quem sou e como sou.
Uma escola de autoconhecimento!
 
Cada palavra que digo é peso que vai saindo de dentro de mim. Cada palavra que oiço é auto estima que vou construindo, amor próprio que vou ganhando. 
 

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Falo... falo!... Oiço... Observo... Choro... Saio sem energia!
Não conseguiria falar nem mais um minuto, aliás, nos últimos 5 já estava completamente KO!
 
Mas não saio bem. Ainda sinto um peso infernal dentro de mim!
Queria tanto conseguir falar mais. Queria tanto perceber tudo hoje!
Queria tanto que tudo fosse mais rápido!
 
Já estou a ter terapia duas vezes por semana. Tenho que ter paciência e ter fé que um dia este sofrimento vai acabar. 
Se não foi nesta, talvez na próxima, ou na próxima, ou mesmo na próxima sessão...
 
 
Nunca tinha tido terapia! Não sabia como era estar em terapia, nem sabia a distinção entre terapias. 
Falaram-me em duas. 
Psicoterapia ou terapia Cognitivo-comportamental. Não fazia a mínima ideia de qual seria a diferença. Fui para a segunda!
 
Depois então surgiu a questão: Será que algum dia me conseguirei abrir com uma perfeita estranha ou estranho?
 
A minha terapeuta é uma pessoa completamente diferente de mim. Tudo aquilo que, num primeiro momento, me faz gostar ou aproximar de alguém, não encontro nela. Somos mesmo muito diferentes!... 
 
Depois de uma conversa difícil, descobri outra pessoa por baixo da aparência e percebi que tinha encontrado... A terapeuta. 
Houve qualquer coisa! Qualquer coisa que ainda hoje não sei explicar, mas que gerou em mim uma empatia enorme por ela. 
 
Naquele momento aquela pessoa deixou de ser uma qualquer terapeuta e passou a ser a minha terapeuta, uma luz no fundo do túnel! 
Ia ser com ela que me iria abrir como nunca me abri com ninguém... talvez nem comigo própria!
 
Talvez possa ser um fardo muito pesado, mas depositei nela todas as minhas esperanças de me encontrar e de voltar a ser feliz!
 

 

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