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Claramente ASPERGER!

CLARAMENTE... FORAM ANOS COMPLICADOS! #5

Cresci a mudar de casa.

 

Mudava de casa, automaticamente mudava de escola!

 

 

Até ao 4º ano, o máximo de tempo na mesma escola foram 2 anos.

A adaptação era complicada, mas conseguia facilmente fazer amigos e nunca estava sozinha. Sempre adorei brincadeiras físicas... Jogar à apanhada, à bola, às escondidas e não era complicado arranjar com quem brincar.

 

10, 11 anos... Escola nova. Amigos novos. Início de uma nova etapa!

 

 

Havia grupos mais fechados e cúmplices, conversas que não dominava, vários professores e uma vergonha enorme de interagir com qualquer um deles.

 

Nunca sofri bullying, o meu problema tinha mais a ver com ser invisível.

Era calada, envergonhada, corava muito e com qualquer coisa.

Na verdade não era envergonhada... Era extremamente envergonhada! De tal maneira que bloqueava.

Ser o centro das atenções, dizer coisas erradas ou que pudessem parecer ou ser ridículas, estava fora de questão.

 

 

Dava-me bem com a minha turma, gostava de todos e também gostavam de mim, mas não encaixava em nenhum grupo.

Estava com uns, com outros e muitas vezes estava sozinha.

 

Foi nessa altura que comecei a sentir alguma frustração em relação a mim!

 

Porque é que coisas que pareciam tão simples para os outros, para mim eram simplesmente impossíveis?...

Impossível falar com adultos que não conhecia, incluindo professores.

Impossível falar em grupo.

Impossível estar atenta nas aulas.

Impossível meter conversa.

Impossível não corar.

 

Se um professor me fazia um pergunta... morria!

Quando o professor queria saber a opinião de todos, a ansiedade da espera e o bater forte do coração não me deixavam pensar numa resposta. Normalmente copiava o que já tinham dito.

 

Depois havia imensos assuntos que não dominava ou que não achava minimamente interessantes. Principalmente tudo o que tinha a ver com raparigas.
Roupas. Maquiagem. Acessórios. Penteados... Não compreendia o interesse.

Não aguentava também, os risinhos de algumas raparigas quando falavam em grupo sobre coisas de miúdas.

 

Dos vários grupos de raparigas que havia, não sentia que poderia pertencer a algum... Ou eram os risinhos, ou eram mais inteligentes, ou então os assuntos de que falavam não faziam parte do meu universo.

Com os rapazes era diferente. Já sentia que tinham mais a ver comigo.

As brincadeiras, as conversas, a forma de estar. Mas ao mesmo tempo não era rapaz e não fazia sentido na minha cabeça, estar sempre com eles.

 

Acabei muitas vezes por ficar sozinha. Passei muitos, mas muitos intervalos a vaguear pela escola ou escondida, com vergonha que percebessem que estava sozinha.

A frustração em relação a mim começou a crescer. Sentia-me uma nulidade, uma parvinha...

 

 

Em casa o desconforto não desaparecia.

 

Sou a irmã mais velha.

Não tinha ídolos. Nada me apaixonava, ao contrário das minhas irmãs que andavam sempre super absorvidas nas suas paixões.

Ballet. Moda. Guns N'Roses. Amigos.

 

Eram também ótimas alunas. Enquanto eu... passava.

 

Estudar história, filosofia, português era um pesadelo. Irritava-me, fervia por dentro porque não compreendia nada.

Passei a estudar sempre com o pai. Precisava que me descodificasse o que estava escrito nos manuais ou então que fizesse um resumo meio romanceado da matéria que tinha que saber.

 

Se tinha de escrever uma composição, uma simples frase ou mesmo uma dedicatória era um sofrimento. Não surgia nunca nada. A minha cabeça era uma nuvem.

 

Não foram anos escolares muito agradáveis...

Em casa tinha algumas vezes ataques de fúria. Irritava-me facilmente e, por vezes, batia nas minhas duas irmãs mais novas.

 

Comecei a fechar-me para que não compreendessem as minhas fragilidades e dava a entender que estava sempre tudo bem.

 

Fico a pensar que cometia bullying em relação a mim, não me aceitava!

 

 

 

Claramente ASPERGER! História

 

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