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Claramente ASPERGER!

CLARAMENTE... TIVE QUE ESCREVER! #3

ESTOU UMA BOMBA RELÓGIO DE EMOÇÕES.

 

A cabeça não pára! Preciso de estar sozinha!


A única coisa que acalma os meus pensamentos é andar de carro sem rumo com a música aos altos berros.

Tenho de calar a criatura que não se cala nunca e que se apoderou de mim por completo.


Não consigo trabalhar, não me apetece estar com ninguém, não quero falar nem pensar sobre nada que não seja EU!

Foram tantos anos a ignorar-me.

 

EU não valia a pena!

 

 

 

 Agora... será que é isso? Será que sempre existiu uma razão? Serei mesmo Asperger?

 

A confusão que reinava na minha cabeça era tanta que precisava urgentemente de ordem, senão enlouquecia.

 

Ou estava a ter aulas no sexto ano, ou logo a seguir estava a jantar com um grupo de pessoas, ou então a viver no Alentejo...

 

Momentos. Episódios que entravam, saíam, baralhavam-se à procura de serem justificados.

Momentos que nunca compreendi, episódios que nunca aceitei!

 

Passei a viver numa luta interior que me roubava às minhas filhas, ao João, à minha família... pai, mãe, irmãs, irmãos, sobrinhos.

 

Estava perdida. Não sabia quem era. Não sabia nada... NADA!!!

 

Com o volume do carro no máximo, guiava sem rumo e as lágrimas não paravam de escorrer.

A única coisa que dizia era não sei, não sei.

 

Ou era um não sei seco e vazio. Ou um não sei completamente perdido a precisar de colo. Ou então um NÃAAAO SEEEEEI de raiva e ódio!

 

Foi com esta loucura mental que tive pela primeira vez o impulso de escrever.

Já não aguentava o excesso de informação, confusão, dúvidas, tristeza, ansiedade, angústia... Parecia que ia rebentar!

 

Parei o carro, desliguei a música e agarrei no telemóvel... Nunca pensei que este fosse um caminho possível.

 

Detestava escrever, a escrita expunha-me!

Um simples mail, sms, comentário nas redes sociais era um pesadelo e, por isso, raramente o fazia.

 

Abri as notas do telemóvel. Os dedos pareciam bailarinas, as palavras iam aparecendo no ecrã e eu estava finalmente a organizar o pensamento e a dar-lhe forma.

 

Escrevi... escrevi... escrevi sem parar!

Escrevi até ficar vazia e adormeci.

 

Fiquei tranquila, leve e exausta!

 

...E foi assim que começou esta viagem ao encontro de mim mesma!

 

 

Claramente ASPERGER! História

 

 

 

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