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Claramente ASPERGER!

HÁ PSIQUIATRAS E PSIQUIATRAS!

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O MEU PSIQUIATRA É O MELHOR DO MUNDO E ARREDORES!
 
Pode haver tão bons como ele, mas melhor... não acredito! 
 
Hoje sinto-me à vontade para escrever este post. Um ano depois de começar as consultas, foi o meu último dia de acompanhamento. 
 
Não foi o primeiro psiquiatra com que contactei, já tinha estado com outros. 
Todos pela mesma razão. Todos neste tempo de autoconhecimento profundo que me levou a crises de ansiedade e de obsessão que me atiraram para um mundo que não conhecia e no qual, nunca imaginei entrar. 
 
 
Terapia, meditação, mindfulness, retiros... Penso que fiz de tudo para me livrar de monstros medonhos que habitavam em mim!
Mas não consegui! 
Recorri à ajuda química. Sim, comprimidos! Não era possível continuar naquele caminho, aliás, não tinha esse direito.
Não era só eu que estava em causa... Eram as minhas filhas, o João! Era a minha família!!
 
Precisei de comprimidos, sim! Mas não de uns comprimidos quaisquer, para tratar de uma ansiedade qualquer e de uma obsessão qualquer. Não!
Precisei de comprimidos, para me ajudar a lidar com a Minha ansiedade e com a Minha obsessão, em que ambas tinham uma raiz muito própria... Muito minha!
 
Foi por isso que me foi recomendado este psiquiatra... Por ser alguém extremamente humano e que iria seguramente, tratar-me com imensa humanidade!
 
Quis saber de mim, conhecer-me! 
Quis perceber exatamente o meu funcionamento, sem suposições nem achismos!...
Não tinha fórmulas milagrosas, nem receitas para acabar com nenhum daqueles males. 
 
Falou sempre de forma meiga e tranquila, e nunca tentou impor nada.
Ouviu o que tinha cá dentro guardado e não desvalorizou nada do que foi ouvindo. 
 
Conversámos muito! Senti sempre, que estava a fazer um esforço para entrar no meu mundo, para me compreender e para perceber o que realmente se passava comigo! 
Eu era a prioridade!
 
Preciso imenso de sentir que conto quando estou em terapia.
De sentir que aquela pessoa se preocupa comigo. De que o que digo tem valor.
Preciso imenso de sentir que não sou vista apenas como ansiosa obsessiva, mas como um ser humano com as suas características de ansiedade e obsessão muito particulares. 
 
Confiou em mim!
Não teve medo de ser incomodado dia e noite...
Deu-me os seus contactos. Deu-me o seu tempo.
Acreditou em mim. Não me julgou nem fez juízos de valor. 
Essa sua forma de estar e confiança, foram fundamentais para me entregar de alma e coração!
 
Uma relação terapêutica é uma relação entre duas pessoas. E como em qualquer relação, é preciso existir empatia, confiança e entrega de parte a parte, para que essa relação dê frutos. 
Na psiquiatria também é, ou deveria ser sempre assim... São dois seres humanos, em que um tem o papel de ajudar e o outro de ser ajudado. 
Ninguém vai a uma consulta de psiquiatria sentindo-se bem. Vai-se por extrema necessidade, porque realmente se precisa de ajuda!
Mas será possível, mesmo para quem precisa de ajuda, haver entrega quando não sente empatia ou confiança pelo médico à sua frente?
 
Para mim não é!
Não consigo ser completamente eu, se sinto que do outro lado há julgamento. 
Não consigo ser completamente eu, se vejo que do outro lado a resposta àquilo que estou a dizer não é uma resposta à minha medida, mas uma resposta receita... chapa 5. 
Não consigo ser completamente eu, quando sinto que naquela hora não sou eu que estou em primeiro lugar.
 
Existem receitas para acabar com obsessões, assim como existem receitas para acabar com a ansiedade. O problema é que não funcionam com todas as pessoas.
Cada caso é um caso. E, por isso, antes de se aplicar a receita é necessário conhecer bem aquele ser humano, porque senão corre-se o risco de errar. E o erro pode ter consequências avassaladoras!
 
Durante todo o percurso com este psiquiatra, nunca me senti sozinha! Nunca!
Percorri o caminho da forma que senti que era, humanamente possível para mim, percorrer. Segui o meu caminho, com a segurança de saber que teria alguém ao meu lado para me agarrar se tropeçasse. 
 
Tomou conta de mim e tratou-me com um carinho que nunca me vou esquecer. Deu tudo para que eu saísse do lugar onde me encontrava... E saí!
 
Na última consulta antes de sair do seu consultório, tive que lhe fazer um pedido...
Dê aulas! É urgente ensinar os miúdos a exercerem psiquiatria com o coração.
 
O MEU PSIQUIATRA É O MELHOR DO MUNDO E ARREDORES!
 
Obrigada Pedro!
 
 

Claramente ASPERGER! Pessoalíssimo

 

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