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Claramente ASPERGER!

NUNCA TIVE UMA MELHOR AMIGA!

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Não estou a ser completamente verdadeira quando digo... Nunca tive uma melhor amiga!

 

Até aos 11 anos fui tendo melhores amigas. Mas como estava sempre a mudar de escola e de casa, não foram amizades que tenham durado.

 

Lembro-me muito bem da minha última melhor amiga, a Susana, e sei perfeitamente porque deixámos de o ser.

Não mudei de escola, nem de casa, mas mudámos nós!
As conversas, os interesses, os grupinhos. Tudo muda quando começamos a chegar à adolescência. 
Não consegui acompanhar essa mudança!
Continuava a gostar de jogar à apanhada e às escondidas. Gostava muito de jogar à bola e de fazer corridas.
Não tinha paciência para assuntos de raparigas... Maquiagem, moda e outros assuntos.
Passava-me tudo ao lado!
Não compreendia as conversas e também, confesso, muitas vezes não me interessavam.
 
Passei a ser espetadora!
Não interagia, porque não tinha nada para dizer!
Não interagia, porque tinha vergonha de dizer disparates!
Não interagia, porque tudo o que poderia dizer, não tinha interesse de se partilhado! 
Foi por estas razões que, na pré-adolescência, perdi a minha melhor amiga.
 
Tenho 42 anos e nunca mais voltei a ter uma melhor amiga!
 
 
Tenho tido amigas.
Amigas que passaram pela minha vida e que, algumas, continuam guardadas no meu coração e por quem sinto um enorme carinho.
Continuo a gostar imenso delas, mas deixei-as ir.
Não sei manter! 
 
A insegurança toma conta de mim... 
Será que ainda sabe quem sou? Será que tenho assunto? Será que vou incomodar? Será que quer estar comigo?
Afasto-me!
A ansiedade que todas estas dúvidas geram em mim, bloqueia-me. Por isso largo!
 
Outro foco de ansiedade e sofrimento está em fazer amizades!...
 
Quando gosto, não tenho pudor de o dizer nem de o demonstrar.
Adoro dar abraços! Adoro dizer: "Gosto imenso de ti!"
Mas sinto que a maior parte das pessoas, não percebe esta minha forma espontânea e talvez exagerada, rápida e fora do vulgar de gostar.
 
Tenho noção que sou 8 ou 80 e não tenho meio termo, talvez porque, para mim, deixa de ser natural e torna-se racional. 
E ser racional é entrar num jogo onde não compreendo as regras. O jogo da conquista! 
Não compreendo e também não tenho paciência, porque não sei gerir a ansiedade que essa falta de noção gera em mim. 
Não sei até onde posso ir ou até onde é suposto ir. Não sei se estou a dar demais, se estou a exagerar e depois fico insegura. Tudo isto para uma amizade que, na minha forma de ver, seria algo natural, puro e sem maldade!
 
Não sei se alguma vez até hoje, conquistei conscientemente!
 
Há cerca de dois anos, quando esta história do Asperger começou, tive que me abrir e deitar tudo cá para fora!
Falei sobre coisas que nunca pensei ser capaz de verbalizar.
Foi bom!... Foi muito bom mesmo! Tão bom que acabei por criar um problema. 
Não sei se foi a minha enorme vontade de ter uma amiga. Ou se foi por ter sido a primeira pessoa com quem desabafei sem medo de magoar. Com quem fui completamente genuína!
Gostei muito dessa rapariga e disse-lhe. Não correu bem!
Depois de eu ter sido frontal, nunca mais me falou! Nunca mais trocou uma única palavra comigo!
Foi simplesmente, um horror! 
 
Errei por ter sido demasiado qualquer coisa - Rápida. Intensa. Verdadeira. Parvinha!
Errei porque acreditei em mim!
Errei porque acreditei nela!
 
Errei... mais uma vez! Fui abandonada... mais uma vez!
 
Enquanto estava a escrever este post, revivi momentos, pensei muito na minha vida e naqueles que fazem parte dela e realizei uma coisa que até hoje não tinha percebido.
 
Não tenho nem nunca tive uma melhor amiga idealizada... É um facto!
Mas é um facto também, que tenho amigas verdadeiras!
 
Tenho as minhas irmãs que estiveram e estão sempre a meu lado... SEMPRE!
E tenho amigas que foram ficando sem eu perceber que lá estavam.
Amigas que não têm medo das minhas verdades e da minha frontalidade.
Amigas que suportam a minha suposta indiferença quando não telefono ou não respondo a mensagens.
Amigas com quem desabafo e que quando preciso, são um porto de abrigo. 
 
Vocês sabem que... "Eu sei que tenho um jeito meio estúpido de ser, mas é assim que eu te sei amar!" (Maria Bethânia)
 
Muito obrigada manas e amigas verdadeiras!
Obrigada por estarem aí e por nunca me terem abandonado!
 
 

Claramente ASPERGER! Pessoalíssimo

 

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