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Claramente ASPERGER!

OBRIGADA POR FAZEREM PARTE!

Nunca pensei o alcance que poderia ter...
Muito obrigada!

Comecei a página Aspie PT Woman, no Facebook, dia 1 de maio deste ano sem qualquer tipo de estratégia.

 

Eu, Rita Nolasco, não sou terapeuta, nem psicóloga, nem psiquiatra, nem uma cara conhecida.

Eu, Rita Nolasco, decidi fazer uma página sobre o tema: Síndrome de Asperger (SA), Perturbação do Espetro do Autismo (PEA).

 

 

Queria passar a palavra. Queria partilhar experiências e conhecimento que adquiri ao longo de um intenso ano. 

 

Não tinha estratégia, mas tinha um objetivo e entreguei-me de corpo, alma e coração para o alcançar.

22 de fevereiro de 2016

Este dia foi a razão de ser da página.

Se este dia não tivesse sido o que foi, não sei dizer se alguma vez teria tido a coragem de enveredar por este caminho.

 

 

Sou muito, muitíssimo envergonhada para me expor e fazer uma página para partilhar experiências e vivências... era expor-me.

Essa era, talvez, a desculpa mais fácil.

 

Penso que as pessoas são muito focadas nos seus próprios problemas, no seu umbigo. São egoístas e eu não fujo à regra.

Estava demasiado absorvida comigo.

Eram... os MEUS problemas, o MEU sofrimento, a MINHA vida! Não havia espaço para mais nada nem ninguém.

 

Já tinham passado cerca de 9 meses desde a altura que soube que era Asperger.

Estava a ter acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Um apoio crucial.

 

Estava a adquirir:

Confiança
Amor-próprio
Auto conhecimento
Tolerância
Segurança
Compreensão do mundo à minha volta
Compreensão do meu mundo
Compreensão do meu passado

 

Estava a aprender a amar-me!
Foi muito bom.


Nunca pensei que poderia ficar tão em paz comigo e com o mundo.

 

No entanto, este processo não foi tranquilo. Tive vários ataques de ansiedade sobre diversos temas.

Por vezes conseguia resolver sozinha, outras vezes com ajuda.

Houve sempre partilha para compreender os vários porquês.

 

O que não partilhei foi a obsessão que foi crescendo dentro mim.

Toda a minha vida lidei com obsessões. Umas mais fortes que outras, mas sempre as consegui controlar sozinha.

Desta vez acreditei que fosse acontecer da mesma maneira.

Sinceramente, tenho algum descrédito em relação às pessoas que não fazem parte do meu círculo mais fechado.

Facilmente abandonam! Facilmente me dececionam!

Por medo, não me abri. Guardei...

 

Não sei como, mas consegui sempre que ninguém... e quando digo ninguém é mesmo ninguém, percebesse a obsessão em que vivia.

 

Vai passar, pensei! Vai passar!

 

Dia 22 de fevereiro. Dia em que acreditei que haveria solidez suficiente numa relação, para me abrir.


Contei tudo o que se passava no meu interior. Foi difícil, foi muito difícil mas abri-me.


Já podia, acreditei!

Havia uma ligação quase diária. Havia um apoio quase diário.

Iria finalmente ser eu, sem qualquer resquício de máscara.


Falei abertamente... A ansiedade tomava conta de mim, mas disse tudo!

Depois desse dia, depois dessa conversa, nunca mais houve qualquer tipo de contacto.

De apoio diário, passei a apoio nulo.

 

Bati no meu fundo... Meu, porque há fundos mais fundos, mas o fundo onde bati era meu.

A minha família esteve sempre comigo e sei que foi isso que me valeu.

 

Abri-me com todos do círculo. Um por um!

 

Há muito amor entre nós...

Entre mim e o João. 

Entre mim e os meus irmãos/cunhados.

Entre mim e os meus pais.

Sem falar em crianças, obviamente.

 

Sabia que estavam e estarão lá sempre para mim.

 

Sabia que não os queria fazer sofrer NUNCA! 

 

Mas fiz!

De vez em quando precisava desesperadamente de estar sozinha e de não falar com ninguém!

Desaparecia. O carro tornou-se o meu casulo. 

Saía... Vagueava... Invariavelmente acabava por estacionar à frente de uma igreja.

 

Hoje vejo que precisava de colo, mas de colo sem qualquer tipo de julgamento!

 

Estava péssima, como nunca me tinha sentido antes.

Não percebia o que se passava...

Porquê? Porque não acreditam no que lhes digo? Estarei louca?

 

Pedi ajuda. Implorei por ajuda. Bati no fundo sempre à procura de ajuda! 

 

Nunca iria desistir deles, da minha família... Eles não mereciam!

 

Estive dois meses a implorar...  Estive dois meses à procura de apoio.


Um dia recebo um telefonema de uma psicóloga, um contacto que o João tinha feito.

A conversa que tivemos, tudo o que a terapeuta me disse fez-me acreditar, não sei bem em quê, mas fez-me acreditar.


Naquele momento vi uma mão. Agarrei-me e não larguei mais. Ela também não me largou.

 

As lágrimas vão escorrendo à medida que escrevo estas palavras.

Ainda estou frágil mas estou feliz, estou tranquila.

Não tenho ódios, nem ressentimentos. Apenas tristeza!

Não quero mais pensar só em mim. Não quero mais ser egoísta. 

 

 

Criei a página dia 1 de maio, depois de me ser estendida a mão.

Quero estender a mão a quantos a quiserem e precisarem de agarrar.

Quero ajudar, ser um apoio.

 

Ser Aspie PT Woman, acabou por ser também um suporte para mim.

Com a Aspie, conheci pessoas maravilhosas que acarinham, entregam-se e dão amor sem medo e sem julgamento.

Percebi que os outros valem a pena!

Nem todos abandonam. Nem todos são egoístas. Nem todos são desinteressados. 

Vale a pena a entrega, porque podemos sempre ser surpreendidos pela positiva e quando isso acontece, é maravilhoso!

 

Criei a página Aspie PT Woman para dar a mão, mas a quantidade de mãos que se estenderam na minha direção enchem-me todos os dias o coração!

 

MUITO OBRIGADA!

 

Obrigada João, Pai, Mãe, Inês, Rosinha, Sara, António, Francisco, Miguel, Teresa, Timi!

Obrigada criançada!

Obrigada amigos do coração!

Obrigada Joana, Sofia, Pedro! (Terapeutas)

Obrigada amigas e amigos que fiz com a página!

Obrigada a todos que seguem a página e que me ajudam a passar a mensagem!

 

Todos juntos podemos fazer a diferença!

 

Juntos

VAMOS TIRAR A MÁSCARA AO AUTISMO!

 

 

Claramente ASPERGER! Pessoalíssimo

 

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