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Claramente ASPERGER!

SALTO DE FÉ

2016 foi o ano em que dei o meu primeiro SALTO DE FÉ!
 
Não me atirei como quem se atira de um avião para momentos de loucura ou prazer numa queda livre até o paraquedas se abrir.
Não!
Atirei-me para o desconhecido com medo e pouca confiança.
Atirei-me com fé. Não em mim, mas em quem me tinha feito ver que era o momento de avançar. 
 
Nunca tinha ouvido falar em... Salto de Fé!
 
Como sou um pouco literal e com pensamento completamente visual, vi:
 
Um precipício. Nuvens que não deixavam ver o chão. Eu. 
Só eu. 
Sem proteções. Sem paraquedas... Eu!
 
 

 
Atirei-me!
Atirei-me e acreditei!
Este é o caminho que me vai abrir o coração! 
 
.................
 
- Neste momento ainda estou em queda livre... 
O coração não está a abrir, estou muito racional e nada emotiva. Aceito o que dizem a meu respeito, mas não sinto! Mas acredito e tenho fé que alguma coisa irá mudar em mim antes de chegar ao chão!!
 
O seu coração ainda não vai abrir, não vai sentir o que dizem a seu respeito porque não sente que a Rita é o que os outros veem... Mas o coração vai abrir e a Rita não vai chegar ao chão.
 
- Pelo sim pelo não, quando estiver quase a chegar ao chão, ponha um colchão.
 
Eu estarei lá!
 
.................
 
Quero que o meu coração abra. 
Tenho muita dificuldade que falem de mim, muito menos que digam bem.
 
Atirei-me neste Salto porque queria mudar. Queria conseguir ouvir e acreditar. 
Precisava de quebrar as barreiras criadas por mim. 
Como é que isso se faz? 
Como é que se ouve... simplesmente? Como se fica feliz? Como não ficar ansiosa?
 
Não sei! Não sabia a resposta.
 
Atirei-me para o vazio. 
Não sabia o que iria encontrar pela frente nem o que teria de enfrentar, mas o meu objetivo era mais forte do que qualquer medo do desconhecido. 
 
O céu estava limpo e azul. Por baixo as nuvens brancas e apetecíveis.
Nuvens que me transmitiam tranquilidade, apesar de não me deixarem ver para mais além. 
Tentei aproveitar o momento ao máximo, mas a tranquilidade estava a deixar de o ser e a transformar-se numa obsessão.
A ansiedade da espera ficou impossível de aguentar e decidi lançar-me num voo picado para alcançar rapidamente as nuvens brancas. Não aguentava mais a falsa tranquilidade. A obsessão estava a tomar conta de mim!
Ia, finalmente, conhecer o desconhecido! 
 
PUuuuummmmmm!!!! O que é isto?!?!
 
Bati. Embrulhei-me. Voltei a bater. 
 
Sabia que a realidade em que me encontrava iria acabar no momento em que entrasse naquelas nuvens. Mas acreditei, que estaria a entrar numa realidade mais verdadeira, mais livre de obsessões... Mais bonita!
 
Foi horroroso o que me aconteceu!...
Foi um embate de frente numa rocha que nem vi surgir. Apareceu do nada e nem tempo tive de me desviar ou mesmo, por as mãos à frente da cara.
Eram ramos, rochas, pedras... Tudo o que fazia para me proteger, era pior!
Parecia que nada me escapava. Parecia que atraía tudo o que me pudesse magoar.
 
Bati... bati... bati... bati!
Bati e voltei a bater. 
 
Dei um SALTO DE FÉ para o inferno! - Pensei. 
 
Fui tão imatura.
Atirei-me para o desconhecido sem nenhuma proteção. Sem nada!
Era só eu e a minha Fé.
Mas agora já não havia nada a fazer. O Salto estava dado. 
Teria que acreditar e aguentar até ao fim. 
No entanto estava a perder as forças e sentia-me enlouquecer. 
 
"Eu estarei lá!"
Não é fácil para mim gostar. Mas quando gosto, gosto muito e acredito. 
Acredito!
 
Não estava preparada para nada daquilo!
Foi duríssimo!!
Para mim... Sem explicação. Sem razão de ser.
 
A Fé com que me atirei neste Salto, surgiu dentro de mim com uma força, que me fez perceber que era EU que importava.
 
Aconteceu, então, o inesperado. Ou... Aconteceu o tão esperado. 
 
O CORAÇÃO COMEÇOU A ABRIR!
 
Falei e foi bom. Ouvi e foi tranquilizador. 
 
Disse sem medo tudo o que sentia. 
Sem medo de julgamento. Sem medo que me achassem louca!
O mais espantoso para mim foi a resposta... 
Fui apoiada incondicionalmente. Fui compreendida. 
 
A partir daquele momento tudo foi diferente. 
 
Continuava em queda livre, mas a livrar-me, também, do que me estava a fazer mal, do que me estava a causar tanto sofrimento!
Estava a conseguir afastar-me das rochas e penhascos que me maltratavam.
 
Mesmo estando sozinha nesta queda, sentia-me acompanhada. Com o coração cheio e com imensa vontade de poder encher o coração de várias outras pessoas. 
Estava a aprender que é bom dar, mas que também é muito bom receber.
 
A queda está nos metros finais... Estou a aproximar-me lentamente do chão.
Não sei quanto tempo ainda vou demorar, apesar de acreditar que não falta muito.
 
 
A luz e a energia que estou a sentir é tão forte, tão positiva, tão cheia de amor, que me faz acreditar que o caminho é este.
 

 
Este Salto de Fé foi dado com um objetivo. Já recebi muito mais!
O coração está, praticamente, aberto e tenho uma certeza:
Não vou precisar de colchão!
 
Vou chegar ao chão, porque é assim que acaba o meu Salto. No chão!
A luz, a energia que me envolve neste momento, fruto do imenso amor que aprendi a receber, está a amparar a queda!   
 
É muito bom ser gostada... ser amada... que digam bem de nós!
É muito gostar... amar... e saber dizer bem dos outros!
 
Estou a aprender a viver sem medo de sofrer. Sem mágoas. 
Estou a aprender a viver em verdade em relação a mim própria. Sem máscaras!
 
"Eu estarei lá!"
Tu não sei... Eu estarei de certeza!
 

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